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Campanha "Uma bola para o Cristiano Ronaldo"

por cavalheirosdoapocalipse, em 02.03.07

Decidi criar uma campanha em prol desse grande génio do futebol mundial que é Cristiano Ronaldo, esse verdadeiro herói moderno português, símbolo e exemplo maior para os portugueses (e, já agora, injustamente esquecido na votação dos Grandes Portugueses…).

A campanha que agora inicio, e para a qual espero encontrar apoio entre os leitores do blog Cavalheiros do Apocalipse, tem em vista a alteração de algumas regras do futebol e intitula-se “Uma bola para o Cristiano Ronaldo”.

Estou na fase final da redacção de uma carta que será enviada para diversos organismos que superintendem o futebol, nomeadamente a Federação Portuguesa de Futebol, a FIFA, a UEFA e Federação Inglesa de Futebol – sendo enviadas cópias igualmente para os treinadores do Cristiano Ronaldo -, em que proponho e justifico uma série de alterações nas regras do futebol tendo como finalidade a protecção da forma de jogar do Cristiano Ronaldo e, consequentemente, a satisfação e o prazer obtidos pelos adeptos do chamado desporto-rei.

Apresento, de seguida, em traços gerais, algumas das ideias fundamentais que defendo, sendo que a primeira e mais importante de todas é a introdução de uma segunda bola nos jogos em que participe o jogador português, tanto ao nível de clubes como de selecções.
Falo por mim, porém sei que a minha opinião é partilhada pela maioria dos verdadeiros amantes do futebol: quando vejo um jogo da selecção portuguesa ou do Manchester United vejo-o, apenas e só, por causa do Cristiano Ronaldo. E torna-se deveras aborrecido e irritante ver o Cristiano Ronaldo ter que partilhar a bola com os outros jogadores em campo, nomeadamente ter que a passar aos seus colegas de equipa… O maior prazer que eu retiro de uma partida de futebol é ver os génios, as estrelas da bola como o Cristiano Ronaldo, a fazer aqueles dribles mágicos, aqueles malabarismos fantásticos, aqueles nós-cegos pregados aos adversários; e sinto que o futebol morre sempre um pouco mais quando o Cristiano Ronaldo é obrigado, por imperativos tácticos, a passar a bola aos outros jogadores. Não é isso o que ele quer; e não é isso o que os adeptos de futebol querem…

Por isso, o que peço é que exista uma bola apenas para o Cristiano Ronaldo e outra para os restantes jogadores. Assim, enquanto os outros fazem por cumprir os objectivos delineados, tentando marcar golos e conseguir a vitória num esforço repartido e quase anónimo, ajudando-se uns aos outros como equipa, como meros instrumentos de um mecanismo, o Cristiano Ronaldo pode deliciar-nos a todos com os seus sprints velozes e loucos, com os seus dribles estonteantes, com aqueles passares de pernas aparentemente atabalhoados e sem sentido por cima da bola que mais não são do que passes de magia feitos com os pés, num misto de Charlie Chaplin e de David Copperfield do futebol.
(Já agora, adianto que pretendo escrever brevemente um livro sobre a necessidade de uma revolução táctica nos jogos em que o jogador português participe, com a criação do esquema táctico Cristiano Ronaldo + 10, em que existe a titularidade obrigatória para ele e em que não é possível substituir o Cristiano Ronaldo a não ser que ele o peça expressamente).

Sugiro, igualmente, a criação de uma faixa de utilização exclusiva para o Cristiano Ronaldo a todo o comprimento do campo e com cerca de 5 metros de largura, nas laterais, onde ele poderia pôr em prática todas as suas habilidades e fazer aqueles seus piques de velocidade, sem adversários para o atrapalhar, e de forma a ficar mais perto do público, impedindo que ele tenha que deambular demasiadas vezes pelo centro do terreno.

Num outro ponto, defendo que os primeiros cinco minutos de cada parte sejam dedicados exclusivamente ao Cristiano Ronaldo, não se criando distracções desnecessárias para os adeptos. Paralelamente, sugiro que nas transmissões televisivas exista uma câmara totalmente dedicada ao génio português, sendo que a imagem no ecrã deveria estar dividida em duas para ser possível acompanhar a arte do Cristiano Ronaldo e o restante jogo em simultâneo.

Ademais, recomendo vivamente aos organismos que dirigem o futebol a inclusão de uma norma que obrigue a um aumento de pelo menos 10 centímetros de altura à relva de forma a amortecer mais convenientemente os belos mergulhos do Cristiano Ronaldo, nas suas fantasiosas e engenhosas simulações com que ele nos brinda e desconcerta os opositores directos. De igual modo, considero ser importante que a disciplina seja mais pesada e implacável para com todos os que, directa ou indirectamente, fazem o Cristiano Ronaldo cair, devendo haver no mínimo um agravamento de 50% em relação à disciplina considerada normal, assim como acho fundamental a criação de uma espécie de zona de tolerância de pelo menos 3 metros em redor das grandes áreas, para ser assinalada grande penalidade quando as infracções forem cometidas sobre o Cristiano Ronaldo.

Estou aberto a sugestões que me queiram enviar para incluir na missiva a remeter para os diversos organismos do futebol em defesa do génio que é o Cristiano Ronaldo e do futebol enquanto arte e veículo de prazer.


p.s. – Apesar de considerar o Quaresma um jogador bastante razoável, não concordo com a implementação de uma época do ano dedicada a ele! Ainda se fosse um dia (o que mesmo assim era injusto, uma vez que ainda não estabelecido o dia Cristiano Ronaldo), mas 40 dias de Quaresma é claramente um exagero, para um jogador demasiado objectivo e dado a ajudar a equipa com assistências e cruzamentos.

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2 comentários

De pamg a 03.03.2007 às 21:56

Muito cómico o texto.
Já agora, criem o Cristiano Ronaldo Futebol Clube, em que o cristiano é o único jogador da equipa, vá lá, também pode ter um guarda redes para simplificar a tarefa dele quando tiver de jogar contra 11 sozinho.
Quem escreveu isso falta referenciar os poster's do Cristiano nas paredes em casa, e no tecto para quando estiver deitado.
Mas dizer que só vê a selecção porque joga lá o Ronaldo(para não falar no MU), por amor de deus. E os outros que lá andam a correr também?

De lf a 19.07.2007 às 22:31

Inaceitável. Sem a menor piada. Uma oportunidade desperdiçada. Tentativa surrealista de ter graça através dos clichés: bêbado, gritar ao invés de falar, e utilizar pronuncias regionais. Que tal usar conteúdos com humor ? Sem gritaria, e com nível ? O público actual, já não é o mesmo do tempo do Vasco Santana, no qual a boçalidade e um aspecto de demente bastavam para pôr a rir um país cinzento. De qualquer forma se virarem a orientação, como têm equipamentos e pessoas à disposição, talvez possam fazer alguma coisa de jeito, mas para já, acreditem que a esperança de quem vos vê, é perceber se há novos "Gatos". Se continuam neste registo, não vão longe.

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